Setores de abastecimento e produção são destaque com o programa Mogi é Agro

Secretaria de Agricultura

26 de dezembro de 2018
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As entregas de obras de revitalização do Mercado Municipal e do Mercado do Produtor “Minor Harada”, realizadas neste mês, marcaram o encerramento do primeiro ano de atividade do programa “Mogi é Agro”, uma iniciativa da Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria de Agricultura. Este ano, o programa, que atua em várias frentes, como segurança no campo, capacitação, monitoramento das estradas e agricultura familiar, apresentou todo o potencial do agronegócio mogiano, que movimenta anualmente cerca de R$ 1 bilhão e emprega mais de 10 mil mogianos.

“A agricultura é um dos destaques da economia de nossa cidade e em 2018, entregamos as obras de revitalização dos dois mercados e conquistamos muitos resultados positivos. A meta é continuar avançando para que esse setor continue se desenvolvimento e sendo destaque em todo o Brasil”, disse o prefeito Marcus Melo. Mogi das Cruzes conta com mais de 2,4 mil produtores rurais e é destaque nacional na produção de caqui, orquídeas, cogumelos, hortaliças e nêsperas.

Neste ano, foram lançadas as safras do caqui, nêspera, além da divulgação dos produtos de destaque da cidade, como o ovo de codorna e os cogumelos. As ações contaram com eventos, pontos de safra e informativos. A capacitação também faz parte deste processo de incentivo à produção e ao consumo dos produtos mogianos, por meio de programas como o Alimento Saudável é Alimento Seguro para os agricultores e o Bela Feira, que neste ano capacitou 84 feirantes.

No segmento da agricultura familiar, Mogi das Cruzes registrou um crescimento de 56% no volume de produtos fornecidos para a alimentação escolar. Em 2018, foram 244 toneladas, superando as 156 toneladas de 2017. O monitoramento e manutenção das estradas por onde este alimento é escoado recebeu um novo recurso neste ano com o projeto Novos Caminhos. Foram monitoradas 136 estradas, o que representa 434 quilômetros das vicinais primárias e secundárias da cidade.

Por meio de um trabalho intersecretarias, as estradas receberam uma identificação alfanumérica e foram cadastradas em um sistema informatizado de banco de dados, o que gerou um aplicativo que permite o registro do problema na estrada e o envio da demanda para os reparos necessários. O projeto visa dinamizar o fluxo de informações entre as demandas das comunidades rurais e os gestores públicos. A zona rural mogiana também recebeu sua primeira miniestação de tratamento de esgoto, uma parceria o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR), Semae, as secretarias de Agricultura e Verde e Meio Ambiente, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (CATI), Instituto Trata Brasil e ONG The Nature Conservancy (TNC).

Um dos destaques da iniciativa neste ano foi o programa Campo Seguro, em que 205 pessoas participaram de cinco reuniões bimestrais realizadas nos bairros rurais para a identificação de demandas e a busca de soluções. A dinâmica da reunião consiste em um diálogo entre os produtores rurais, agentes de segurança pública (Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil, Polícia Civil Ambiental, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Segurança), a Secretaria de Agricultura e a Câmara Municipal.

Revitalização dos mercados

Em dezembro, o Mercado do Produtor “Minor Harada”, central de abastecimento da cidade, recebeu melhorias, como a reforma da guarita, realizada em parceria com Associação dos Permissionários do Mercado do Produtor; a construção de uma nova lixeira com o intuito de organizar e separar o lixo; a pintura das fachadas com as cores do Mogi é Agro e a identificação do espaço como logo do programa. Outros serviços realizados foram a implantação das sinalizações horizontal e vertical, em parceria com a Secretaria de Transportes; formalização do horário de funcionamento e apresentação dos uniformes; além da identificação dos veículos com a marca Mogi é Agro. 

No Mercado Municipal, o Mercadão, foram realizados serviços de pintura, reforma dos tetos e piso, revisão da cobertura e calhas e adequações das instalações de proteção e combate á incêndio. Ao todo, o investimento foi de R$ 228.550,22, sendo R$ 91.729,98 nas obras e o piso e R$ 136.820,24 nas adequações para a prevenção a incêndios. A empresa Weber Quartzolit fez a doação de tintas para piso industrial e fita veda-tudo para reparos pontuais no telhado. Os espaços receberão novas obras até 2020. (Kelli Correa Brito)