Estações elevatórias recebem tecnologia inovadora com uso de trituradores

Serviço Municipal de Águas e Esgotos

12 de novembro de 2018
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Com a modernização de três estações elevatórias de esgoto, concluída recentemente pelo Semae de Mogi das Cruzes, a autarquia passou a utilizar uma nova tecnologia para o bombeamento de efluentes até a estação de tratamento, com bombas que ficam na superfície, facilitando a operação e a manutenção, e um triturador para evitar que materiais sólidos lançados irregularmente na rede comprometam a operação.

A autarquia está sendo pioneira na concepção de um sistema com trituradores e bombas de lóbulos, como forma de otimizar os equipamentos e a operação.

Este novo conceito tem sido elogiado e despertado interesse de outras concessionárias de saneamento e sistemas de bombeamento de companhias privadas, o que fez com que representantes da empresa fornecedora dos equipamentos visitassem duas das três unidades reformadas (Bambuzal, no Conjunto Toyama 2, e Dolores de Aquino, em Jundiapeba), para acompanhar o funcionamento.

“A bomba fora do poço facilita a operação e manutenção e melhora as condições de salubridade e segurança. Já o triturador elimina o lixo e partículas que poderiam interferir no funcionamento das bombas, que é uma alternativa à grade de retenção que tinha de ser limpa constantemente para retirada de resíduos”, explicou o engenheiro Roger Freitas, da empresa fornecedora.

As partículas a que ele se refere são os materiais lançados de forma irregular no sistema de esgoto. É comum as equipes responsáveis pela manutenção da rede retirarem das tubulações vários detritos como gordura solidificada, pedaços de madeira e de colchão, por exemplo. São materiais que jamais poderiam estar na tubulação de esgoto.

O Semae pede a colaboração de moradores para que evitem lançar esse objetos para impedir problemas de entupimentos e vazamentos que geram transtornos como retorno de esgoto para dentro dos imóveis, mau cheiro nas ruas e bloqueios no trânsito para os serviços de reparo, além de despesas para a autarquia devido ao deslocamento de funcionários e equipamentos.

 

Elevatórias

A reforma e modernização das estações elevatórias ampliaram em 71% a capacidade de atendimento das unidades (além da Dolores de Aquino e Bambuzal, o Semae também reformou a estação Oceania, no Jardim Aeroporto 2). A capacidade de vazão de esgoto bombeado para tratamento passou de 349 mil litros por hora para 600 mil litros por hora. Com isso, as estações estão preparadas para atender uma população de 90 mil pessoas, 73% a mais que a atual (52 mil), em sua área de abrangência (distrito de Jundiapeba, Jardim Aeroporto, Jardim Santos Dumont, Jardim Layr, Vila Nova União, Cocuera e Conjunto Toyama).

Foram feitas readequações estruturais, obras civis e melhorias nos sistemas elétrico, hidráulico e mecânico, além da construção de linhas de recalque, sendo 1,5 quilômetro na Avenida Engenheiro Miguel Gemma (que integra o sistema de bombeamento da Estação Bambuzal), e 900 metros de tubulação entre a Estação Dolores de Aquino e o interceptor que conduz o esgoto para a Estação de Tratamento da Sabesp, em Suzano. O investimento total foi de R$ 2,6 milhões.

O Semae também abriu licitação para modernizar a estação elevatória da Rua Indonésia, também em Jundiapeba, com reformas civil, hidráulica e eletromecânica, melhorando a capacidade operacional do sistema. Além desta unidade, outras duas estações elevatórias estão sendo reformadas na cidade também utilizam, a pedido da autarquia, este novo conceito de bombas e trituradores.

As estações elevatórias são estruturas importantes dentro do sistema de esgotamento sanitário. Elas fazem o bombeamento de esgoto de redes profundas para um nível mais alto. Já a linha de recalque é a tubulação que conduz os efluentes da elevatória até um ponto a partir do qual possa seguir por gravidade até uma unidade de tratamento. (Julio Nogueira)